Lítio: uma medicação valiosa — não um rótulo
- 27 de jul. de 2025
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Atualizado: 26 de nov. de 2025
Em 2025, Lady Gaga assumiu algo até então pouco falado publicamente: ela revelou que estava tomando lítio enquanto filmava A Star Is Born. “I did A Star Is Born on lithium”, declarou. Pouco depois, ela sofreu um colapso psicológico durante a turnê, cancelou shows, procurou atendimento psiquiátrico — e hoje se considera “sortuda por estar viva”.
Para nós, psiquiatras — e para todo mundo que acompanha esse relato — o que isso traz à tona vai além do universo das celebridades. Toca diretamente na forma como lidamos com a saúde mental, na enfermidade, no tratamento e, claro: no estigma que ainda ronda o uso do lítio.
O lítio continua sendo um dos estabilizadores de humor mais confiáveis na psiquiatria, usado em condições como transtornos de humor e episódios maníacos / bipolares. Ele ajuda a estabilizar o humor, prevenir recaídas e — em muitos casos — preservar a funcionalidade e a vida.
Quando usado corretamente, com monitorização clínica e de exames periódicos, o lítio não é símbolo de “fraqueza”: é sinal de cuidado, de busca por equilíbrio e por saúde psíquica.
Relatos como o de Lady Gaga ajudam a humanizar uma realidade muitas vezes invisível: mostrar que por trás do sucesso, da arte, pode haver sofrimento — e que buscar tratamento não é fraqueza, é coragem.



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